Por volta das 6h da manhã desta terça-feira (28), o fotógrafo Bruno Itan acordou com o celular repleto de mensagens sobre um intenso tiroteio no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, onde ele cresceu.
Aquela manhã marcaria o início da operação policial mais letal já registrada na região metropolitana do Rio desde 1990, segundo dados do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni/UFF).
De acordo com informações oficiais das Polícias Civil e Militar, 121 pessoas morreram e 113 foram presas durante a ação, que teve como alvo integrantes da facção Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha.
Movimentos de direitos humanos classificaram o episódio como uma chacina e levantaram questionamentos sobre a eficácia das operações policiais como política de segurança pública.
Em relato emocionado, Bruno afirmou ter visto cenas de extrema violência:
“Vi corpo sem cabeça, corpos totalmente desfigurados.”
O fotógrafo também criticou a conduta das forças de segurança durante a ação:
“Aqui no Brasil não tem pena de morte. Qualquer criminoso deve ser preso e julgado pela Justiça. Mas ontem, no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha, existiu a pena de morte. Quem determinou essa pena foi o próprio policial. Eles decidiram quem iria morrer e quem iria viver.”
Fonte : Radar1 com informações do bbcbrasil
Imagens: Reprodução/ Internet





