Marrocos tem sido alvo de fortes críticas internacionais após denúncias de matanças sistemáticas de cães de rua em diversas cidades do país, supostamente como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2030, que será sediada em conjunto com Espanha e Portugal. As informações foram divulgadas pela CNN Internacional e confirmadas por grupos de proteção animal.
Moradores relatam que a presença de cães mortos nas ruas se tornou comum, especialmente em cidades como Ifrane, Casablanca, Marrakech e Agadir. De acordo com testemunhos obtidos pela reportagem, indivíduos armados circulam durante a noite para capturar e abater os animais. Em alguns casos, os cães seriam envenenados ou levados a centros municipais para eliminação.
Omar Jaïd, presidente do Conselho de Turismo de Ifrane, reconheceu à CNN que a cidade “começou a limpar as ruas dos cães de rua” como parte dos preparativos para o torneio. Já o governo marroquino alega que as ações fazem parte de programas de controle populacional e vacinação, e nega qualquer política de extermínio em larga escala.
Organizações como a Coalizão Internacional de Proteção e Bem-Estar Animal (IAWPC) e a European Link Coalition afirmam que as práticas violam normas de bem-estar animal e pedem à FIFA que intervenha para garantir medidas éticas no país-sede. A entidade respondeu que está acompanhando o caso junto às autoridades marroquinas.
O episódio reacende o debate sobre as consequências humanitárias e ambientais das grandes competições esportivas. Casos semelhantes já haviam sido registrados em outros países-sede, como o Catar, antes da Copa de 2022.
O tema segue gerando forte repercussão mundial e pressionando a FIFA e o governo marroquino por respostas concretas.
Fonte : Radar1 com informações do cnnbrasil
Imagens: Reprodução/luanamaluf





