O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, após receber alta hospitalar do hospital DF Star, onde permaneceu internado por quase dez dias. Durante o período, ele foi submetido a quatro procedimentos cirúrgicos ao longo de uma semana.
Bolsonaro foi internado no dia 24 de dezembro para realizar uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, condição em que parte de um órgão ou tecido do abdômen se projeta por uma área enfraquecida da parede muscular da virilha. Além dessa intervenção, ele passou por outros procedimentos médicos que não estavam diretamente relacionados à hérnia.
Antes da alta médica, a defesa do ex-presidente apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de prisão domiciliar, alegando que o retorno à custódia na PF seria incompatível com seu quadro clínico. O pedido, no entanto, foi negado pelo magistrado. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em decorrência da condenação relacionada à trama golpista.
Durante a internação, a equipe médica realizou um bloqueio anestésico do nervo frênico para conter crises persistentes de soluço. Mesmo após o procedimento, o ex-presidente voltou a apresentar o sintoma e precisou passar por nova intervenção no dia seguinte. Ele também realizou uma endoscopia digestiva alta, que identificou a persistência de esofagite e gastrite, além de registrar picos de pressão arterial. Ainda no hospital, Bolsonaro solicitou a prescrição de antidepressivos.
Desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro passou por diversas cirurgias. As intervenções mais recentes, antes da atual internação, ocorreram em abril do ano passado, quando ele foi submetido a uma laparotomia exploradora para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal, após passar mal durante agenda no Rio Grande do Norte.
Além dos problemas intestinais, o ex-presidente foi diagnosticado com câncer de pele em setembro do ano passado e passou por procedimento para remoção das lesões.
Fonte: Radar1 com informações do CNN Brasil
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