A Superintendência Regional do DNIT na Bahia passou a integrar o núcleo de uma investigação de alcance nacional conduzida pela Polícia Federal, pelo Cade e pelo TCU, que apura a atuação de um suposto “cartel do asfalto” em contratos de obras rodoviárias federais.
O esquema investigado envolve R$ 24,3 bilhões em contratos suspeitos em todo o país, dos quais R$ 18,6 bilhões já teriam sido pagos às empresas investigadas. Apenas entre 2023 e 2025, os repasses somam R$ 11,7 bilhões, indicando a continuidade das operações nos últimos anos.
Na Bahia, a apuração tem como foco contratos firmados com a LCM Construção e Comércio, apontada como uma das principais articuladoras do cartel. A empresa mantém ao menos seis contratos ativos com o DNIT no estado, mesmo figurando como alvo central das investigações.
Embora os recursos sejam federais, a gestão ocorre no âmbito regional. Cabe à Superintendência do DNIT na Bahia — atualmente comandada por um indicado do deputado federal Ricardo Maia (MDB) — conduzir licitações, fiscalizar obras e autorizar medições, pagamentos e aditivos contratuais. Documentos indicam que atos administrativos envolvendo a LCM continuaram sendo assinados na atual gestão, iniciada em 2023.
Os investigadores apuram possíveis facilidades na fiscalização, uso de Sociedades em Conta de Participação (SCPs) para ocultação de sócios e validação de medições irregulares, com indícios de sobrepreço de até 20% e prejuízos à qualidade do asfalto aplicado nas rodovias federais que cortam o estado.
O DNIT afirma colaborar com as investigações e sustenta possuir mecanismos internos de controle. A LCM nega irregularidades. O caso segue em apuração.
Fonte: Radar1 com informações do bahianoticias , Polícia Federal (PF), Tribunal de Contas da União (TCU), CADE,
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