Economista Leo Siqueira comenta escândalo do Banco Master e aponta articulação política

O economista Leo Siqueira, que também atua na política, publicou um vídeo nas redes sociais em que comenta o caso envolvendo o Banco Master, afirmando que o episódio tende a não avançar devido ao suposto envolvimento de figuras influentes do meio político e do Judiciário.

Na publicação, Siqueira relembra a origem do banco, adquirido em 2018 pelo empresário Daniel Vorcaro, e descreve o modelo de negócios adotado pela instituição, que passou a chamar atenção ao oferecer rendimentos elevados em CDBs, chegando a até 140% do CDI, acima da média do mercado financeiro. Segundo ele, os recursos captados teriam sido direcionados a ativos considerados de maior risco, com o banco operando próximo ao limite máximo de alavancagem permitido pelo Banco Central.

O economista destaca que, entre 2019 e 2024, o volume de CDBs do Banco Master teria crescido de cerca de R$ 2,5 bilhões para mais de R$ 40 bilhões. Ainda de acordo com o relato, a instituição teria investido em relações institucionais com nomes de destaque da política e do Judiciário, incluindo patrocínios de eventos jurídicos e a contratação de figuras públicas como consultores.

Siqueira cita reportagem da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que apontou a existência de um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, com valores que poderiam chegar a R$ 129 milhões em três anos. O ministro nega qualquer atuação em favor do banco.

Segundo informações mencionadas no vídeo, em 2025 o Banco Central identificou um descompasso entre ativos e patrimônio líquido da instituição e exigiu um aporte financeiro. Diante do cenário, teria surgido uma negociação envolvendo o Banco de Brasília (BRB) para a compra de parte do Banco Master, além de articulações políticas relacionadas a propostas legislativas que poderiam beneficiar bancos de menor porte.

As informações citadas seguem sendo alvo de reportagens e análises jornalísticas, enquanto o caso continua em debate no cenário econômico e político nacional.

Fonte: Radar1 com informações do leosiqueirabr

Imagens: Reprodução/leosiqueirabr

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