O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, arquivou a arguição de suspeição apresentada contra o ministro Dias Toffoli no âmbito do caso Master.
O processo foi aberto em 10 de fevereiro, após a Polícia Federal encaminhar relatório de investigação no qual o nome do então relator apareceu em menções encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A decisão de arquivamento foi tomada em 12 de fevereiro, mesma data em que Toffoli deixou a relatoria do caso. Os dez ministros da Corte assinaram documento após reunião realizada a portas fechadas. Com o arquivamento, Toffoli não foi declarado suspeito e poderá participar de eventual julgamento relacionado ao caso.
O ato formal foi publicado por Fachin no sábado (21/2), embora a deliberação já tivesse sido definida dias antes. A reunião que resultou na saída de Toffoli da relatoria durou cerca de três horas, período em que os ministros analisaram o conteúdo do relatório da PF.
No documento, os integrantes do STF declararam não haver cabimento para a arguição de suspeição, com base no artigo 107 do Código de Processo Penal e no artigo 280 do Regimento Interno do STF.
O presidente da Corte ouviu Toffoli sobre o teor do material, que tramita sob sigilo. O relatório menciona negociações envolvendo um resort no Paraná citado nas investigações. No dia 12, Toffoli confirmou ser sócio do empreendimento, mas afirmou não ter relação com Vorcaro nem com seus familiares.
Redação: Radar1 com informações do metropoles
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