O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (27/2) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, ligada à família do ministro Dias Toffoli.
As medidas haviam sido aprovadas pela CPI do Crime Organizado do Senado na última quarta-feira (25/2). A decisão atendeu a pedido da própria empresa, que recorreu ao Supremo.
Ao fundamentar a suspensão, Gilmar Mendes afirmou que a CPI extrapolou o fato determinado da investigação, caracterizando desvio de finalidade. Segundo ele, a comissão teria avançado para circunstâncias desconexas do objeto inicial.
A Maridt é citada como elo entre a família de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, investigado por suposta fraude financeira. A empresa teria negociado participações no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, com fundos ligados ao banco.
Toffoli deixou a relatoria do chamado “caso Master” no STF após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal mencionavam seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro. O ministro classificou as informações como “ilações”, negou vínculos com o empresário e afirmou que não recebeu valores relacionados ao caso.
Segundo Toffoli, a Maridt se retirou do negócio em fevereiro de 2025 e ele nunca ocupou cargos de comando na empresa.
Ao justificar a decisão, Gilmar Mendes destacou a necessidade de resguardar direitos e garantias fundamentais.
Fonte: Radar1 Com informações do metropoles
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